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Posts Tagged ‘Galandum Galundaina’

ANTÓNIO PEREIRA

Entrevista com os Pica & Trilha, com “Sonido de scachar piedra” vão buscar a inspiração à língua mirandesa para apresentar um rock original e surrealista, próprio de uma banda assumidamente rural, o rock em mirandês reinventa a tradição com o “Facebook, tratores e hard rock!” ​

Os Pica & Trilha são uma banda de rock Mirandês, com sede em Sendim Miranda do douro, composta por 5 elementos.
Emilio Martins: Vocalista
Fernando Rodrigues: Guitarra
Vitor Teixeira: Bateria
Abilio Fernandes: Baixo
Elidio Poço: Teclado

AP: Boa tarde, estamos aqui com os Pica & Trilha a fazer uma entrevista para o diário de Trás-os-Montes.
Pica & Trilha, nome mirandês, o rock mirandês, e Pica&Trilha surge do quê, como chegaram a esse nome?

Pica&Trilha: Portanto, “Pica” consistia antigamente em picar, cortar em pedacinhos as giestas e outras plantas selvagens, depois eram espalhados ao longo das ruas, uma vez que não existia alcatrão e não estavam asfaltadas, depois de decompostos eram remexidos de vez em quando com uma forquilha. Mais tarde era colocado no meio do estrume dos animais e ficava a fermentar, transformando-se um precioso fertilizante. Mas na nossa visão, “Pica” também no sentido de espicaçar, ou seja, alertar para os problemas do interior, principalmente da nossa região, Trás-os-Montes. O “Trilha”, tem a ver com a trilha, a atividade da trilha, portanto, da ceifa que envolvia o espirito comunitário, e, muita população com um objetivo comum num ritmo acelerado, com receio da chuva; Noutra vertente “Trilha” no sentido de sabermos o caminho que queremos trilhar, ou seja, defender Trás-os-Montes, criticar o abandono do interior, portanto, é nesse sentido que vem o trilha, Pica e Trilha, picamos, mas ao mesmo tempo sabemos aquilo que queremos.

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ROSA RAMOS

Glória Vaqueiro vai na berma da estrada, a poucos metros da fronteira com Espanha e a outros tantos da aldeia de Constantim. Equilibrada em cima da burra, faz questão de explicar o porquê do meio de transporte – cada vez mais raro, mesmo em terras de Trás-os-Montes. “Não sei andar de bicicleta e nunca tirei a carta de carro. A burra dá-me jeito para ir aqui e além e é nova, só tem seis anos. É mansinha.”

A fala da transmontana é estranha: as palavras são portuguesas, mas o sotaque faz lembrar o castelhano. Mas também não é mirandês. “Só falo mirandês com quem também fala”, avisa. Glória, a dona da burra, tem 68 anos, vive com uma reforma de 400 euros e ainda se lembra do tempo em que “toda a gente” andava de burro ou a cavalo. Até o Dr. Barros, o médico de serviço na região, que morreu “há já muitos anos”, mas que palmilhava as aldeias de Miranda do Douro a cavalo para assistir os doentes em casa. (more…)

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O realizador João Botelho rodou um documentário sobre o mirandês e a música tradicional da região de Miranda do Douro em “Anquanto la lhéngua fur cantada”, que se estreia a 05 de março naquela localidade transmontana.

De acordo com a produtora Ar de Filmes, “Anquanto la lhéngua fur cantada” será exibido no dia 05, no auditório municipal de Miranda do Douro e, no dia seguinte, na Casa da Música, no Porto.

João Botelho andou por montes e vales de Miranda do Douro com a atriz Catarina Wallenstein, o músico Gabriel Gomes e um burro mirandês para filmar a “riqueza inigualável”, as polifonias e a tradição musical da região, refere a sinopse. (more…)

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Os Galandum Galundaina querem pôr as discotecas a dançar uma moda tradicional mirandesa com batida electrónica, uma das novidades do novo disco, que o grupo mirandês apresenta no próximo dia 19 de Dezembro, ao vivo, no Porto.

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AMADEU FERREIRA

Yá uns anhos para esta parte que la Rádio Mirandum FM ten benido a apersentar porgramas an mirandés. Fui l purmeiro de todos, nesses porgramas Domingos Raposo, cumo yá neste jornal demos la ambora a sou tiempo. Esse porgrama cuntina a ir pa l aire todas las segundas a las cinco de la tarde.

Para melhor dar a coincer un desses porgramas an mirandés, acheguemos-mos a la fala cun Duarte Martins i cun Paulo Meirinhos, que yá anhos fázen l porgrama Nós deiqui. Cumo ye sabido, Duarte Martins ye porsor de lhéngua i cultura mirandesa i Paulo Meirinhos ye porosor de música, custrutor de strumientos musicales, i faç parte de l afamado grupo de música Galandun Galandaina.

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MARIANA ALBUQUERQUE

Uma década após o reconhecimento linguístico do mirandês, a regressão da fala e o aumento da escrita são algumas das conclusões dos estudiosos.

O mirandês conquistou oficialmente os direitos linguísticos há dez anos, através da publicação, no Diário da República, da Lei 7/99. No ano em que a “lhéngua” falada nos concelhos de Miranda do Douro e Vimioso comemora uma década de existência, António Bárbolo Alves, investigador e escritor de mirandês, fala de uma evolução “claramente positiva.”

“Há factores para a preservação das línguas como a existência de um reconhecimento político e a existência de uma norma escrita que foram conseguidos pelo mirandês e só isso é extremamente positivo”, afirma o investigador. No entanto, António Bárbolo Alves considera que há aspectos para a vitalidade da língua que só podem ser avaliados a médio e longo prazo.

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