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Archive for the ‘Bergáncia’ Category

A banda desenhada “A Filha de Vercingétorix”, a mais recente aventura dos gauleses Astérix e Obélix, tem este mês uma edição em mirandês.

Editado pela Asa, o livro tem por título “La filha de Bercingetorix”, com tradução de Carlos Ferreira e José Pedro Ferreira, e junta-se a outras edições desta série de banda desenhada já editadas em língua mirandesa, como “Asterix, l Goulés” e “L Galaton”.

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La Asociación Serondaya ha fallado el último de los Premios de la Innovación Cultura de este año, el de la categoría de Ciencias de la Cultura Humana. Ha recaído en Sons da terra, un archivo vivo de la memoria cultural del noroeste de la Península Ibérica. Sin reconocer más fronteras que las de los pastores, ateniéndose a su fidelidad portuguesa, en el concejo de Miranda del Douro, donde todavía se habla asturleonés, se encauzó desde los años 90 una sensibilidad cultural que, transcendiendo lo local, descubrió un espacio antiguo de Europa. El noroeste de la Península ibérica, la antigua provincia romana de Gallaecia et Asturia, fue descubierto entre muchos otros mirandeses por Mário Correia, alma impulsora del archivo Sons da terra, una bóveda sensible que alberga la cultura idéntica que del Duero al Cabu Peñes floreció a lo largo de la historia. Asturias, Galicia, León, Zamora, Tras-Os-Montes y Miño, territorios del antiguo reino de Asturias y León, son la fuente de una cultura musical única en Europa, desarticulada tan sólo por el desdén del olvido. Y de ellos ha sido el premio.

Así lo decidió el pasado martes el jurado integrado por María de Álvaro, jefa de Edición de El Comercio, que actuó como presidenta, Luís Felipe Fernández, Ernesto Burgos , Miguel Ángel De Blas Cortina, Xuan Bello, Ismael González Arias y Fulgencio Argüelles Tuñón, presidente de la Asociación Cultural Serondaya, que ejerció de secretario, con voz, pero sin voto.

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ANTÓNIO PEREIRA

Entrevista com os Pica & Trilha, com “Sonido de scachar piedra” vão buscar a inspiração à língua mirandesa para apresentar um rock original e surrealista, próprio de uma banda assumidamente rural, o rock em mirandês reinventa a tradição com o “Facebook, tratores e hard rock!” ​

Os Pica & Trilha são uma banda de rock Mirandês, com sede em Sendim Miranda do douro, composta por 5 elementos.
Emilio Martins: Vocalista
Fernando Rodrigues: Guitarra
Vitor Teixeira: Bateria
Abilio Fernandes: Baixo
Elidio Poço: Teclado

AP: Boa tarde, estamos aqui com os Pica & Trilha a fazer uma entrevista para o diário de Trás-os-Montes.
Pica & Trilha, nome mirandês, o rock mirandês, e Pica&Trilha surge do quê, como chegaram a esse nome?

Pica&Trilha: Portanto, “Pica” consistia antigamente em picar, cortar em pedacinhos as giestas e outras plantas selvagens, depois eram espalhados ao longo das ruas, uma vez que não existia alcatrão e não estavam asfaltadas, depois de decompostos eram remexidos de vez em quando com uma forquilha. Mais tarde era colocado no meio do estrume dos animais e ficava a fermentar, transformando-se um precioso fertilizante. Mas na nossa visão, “Pica” também no sentido de espicaçar, ou seja, alertar para os problemas do interior, principalmente da nossa região, Trás-os-Montes. O “Trilha”, tem a ver com a trilha, a atividade da trilha, portanto, da ceifa que envolvia o espirito comunitário, e, muita população com um objetivo comum num ritmo acelerado, com receio da chuva; Noutra vertente “Trilha” no sentido de sabermos o caminho que queremos trilhar, ou seja, defender Trás-os-Montes, criticar o abandono do interior, portanto, é nesse sentido que vem o trilha, Pica e Trilha, picamos, mas ao mesmo tempo sabemos aquilo que queremos.

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Os responsáveis pelo Agrupamento de Escolas de Miranda do Douro (AEMD) reclamam do Governo “mudanças significativas” para o ensino do mirandês, a começar pela elaboração de manuais próprios para leccionar a segunda língua oficial em Portugal.

“Na maioria das disciplinas, o Ministério [da Educação] assegura o empréstimo dos manuais escolares aos alunos. No caso do mirandês, são os professores a criar a suas próprias ferramentas e metodologias de ensino. A disciplina de Língua e Cultura Mirandesa torna-se numa situação complicada, porque não existem no mercado livros que possam ser adaptados para o ensino desta cadeira”, disse à Lusa, o presidente do AEMD, António Santos, no arranque de mais uma no lectivo.

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El pasáu mes d’agostu celebróse en Miranda del Douru, el territoriu portugués onde se fala asturianu, embaxo’l nome de mirandés, l’alcuentru añal de los escritores y defensores d’esta llingua, que llegaba a la so edición númberu doce, y nel que dende va yá años vien participando una delegación d’asturianos encabezada por Inaciu Galán.

Va agora cuatro años, los escritores en mirandés, encargaron a Inaciu Galán la organización n’Asturies del Alcuentru pal añu 2020, cola idea de tender pontes ente los dos territorios, que comparten una llingua, magar la distancia ente los territorios. Y esti añu nel Alcuentru, celebráu nel pueblu mirandés de Dues Eigreijas, zarráronse dalgunos detalles de lo que va ser la edición del añu qu’entra.

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Chama-se “Histórias Antigas Sem Bolor” o sétimo livro do mirandês Faustino Antão. Com 70 anos, o autor deixa agora publicadas as várias vivências que já soma e reporta-se ainda a inúmeras tradições das terras de Miranda. Uma das histórias que Faustino recorda com saudade, e uma das suas preferidas, é partilhada no livro. “Quando íamos às ceifas, íamos almoçar, ao meio-dia, para a sombra de uma árvore, e ao estendermos a manta para comer as formigas aproximavam-se porque queriam comer. O meu pai emigalhava pão para o chão para elas se entreterem e não nos consumiam a nós e deixavam-nos comer o almoço sossegados”.

O autor, natural de Genísio, uma localidade com 230 habitantes, teve como objectivo deixar um testemunho escrito das suas histórias e das dos seus antepassados de modo a preservar também o mirandês. “O livro representa deixar de um testemunho escrito. O futuro não nos iria perdoar se deixássemos morrer este património. Uma língua falada morre se não tiver o acompanhamento da escrita. Escreve-lo é a forma de o levar mais longe no tempo”, explicou Faustino Antão.

Faustino Antão assume que vai escrever enquanto tiver motivação.

(de la Rádio Brigántia, 20-08-2019)

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Paulo Meirinhos é português, Luis Antonio Pedraza é espanhol e juntos criaram “Músicas da Raia”, projeto que recupera temas populares baseados na tradição oral de ambos países demonstrando que, nas terras de Arribas do Douro, as fronteiras se diluem.

Cai a tarde, é uma sexta-feira de maio, e Paulo e Luis preparam-se para um concerto no teatro de Bermillo de Sayago, no lado espanhol.

Paulo chega desde Miranda do Douro (Portugal) e Luis desde Zamora. Um fala mirandês – o segundo idioma oficial de Portugal – e o outro espanhol, mas compartilham a linguagem universal da música.

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